Festival Folclórico do Amazonas vive a emoção das grandes disputas juninas
Há momentos em que um festival deixa de ser apenas uma programação cultural e passa a representar a alma de um povo. É exatamente isso que estamos vivendo no 68º Festival Folclórico do Amazonas. Chegamos à fase das disputas das Danças Internacionais, das Danças Regionais e das tão aguardadas Quadrilhas Tradicionais, um dos pontos altos dessa grande celebração da cultura popular.
Tenho acompanhado o 68º Festival Folclórico do Amazonas e, a cada noite, fica ainda mais evidente a riqueza cultural que esse grande evento representa para o nosso povo. São várias modalidades de danças folclóricas que passam pelo palco da Bola da Suframa, hoje Centro Cultural dos Povos da Amazônia, mostrando talento, dedicação e a diversidade das nossas tradições. Danças nordestinas, quadrilhas de duelo, cacetinhos e quadrilhas cômicas têm dado um colorido todo especial ao festival, conquistando o público com criatividade, alegria e espetáculos bem planejados.
Na noite desta segunda-feira, dia 27, por exemplo, as quadrilhas cômicas Folia e Fuleragem e Kero e Klose mostraram como uma boa roteirização, aliada ao compromisso de inovar sem perder a essência da brincadeira, faz toda a diferença. O resultado foi um público envolvido do início ao fim, rindo, aplaudindo e reconhecendo o esforço de quem realmente se preparou para apresentar um espetáculo de qualidade, dignas do fomento feito nas condições de estrutura do palco armado na arena, com iluminação cênica e sonorização de qualidade.
Ao mesmo tempo, também é impossível deixar de perceber que algumas modalidades ainda deixam a desejar. Em certos momentos, falta capricho, criatividade e uma preparação mais cuidadosa. Algumas apresentações acabam se tornando repetitivas, cansativas e sem o impacto que um festival dessa grandeza merece. Quem vai prestigiar o evento espera ser surpreendido, sentir emoção e sair com a sensação de ter assistido a algo inesquecível. Quando isso não acontece, o espetáculo perde força e o público sente essa diferença.
O Festival Folclórico do Amazonas sempre foi um espaço para valorizar a cultura popular, incentivar a criatividade e revelar o talento dos nossos artistas. Por isso, acredito que todas as modalidades precisam buscar constantemente a evolução, investindo em boas ideias, organização e apresentações que despertem o interesse de quem está na arquibancada, ou seja, buscar a espetacularização e até depuração de tantas danças idênticas e desnecessárias.
As quadrilhas carregam história, identidade e um trabalho que começa muitos meses antes de cada apresentação. Cada figurino, cada coreografia e cada detalhe colocado na arena representam o esforço coletivo de centenas de pessoas que dedicam seu tempo para manter viva uma tradição que atravessa gerações.
O Festival Folclórico do Amazonas sempre foi um espaço para valorizar a cultura popular, incentivar a criatividade e revelar o talento dos nossos artistas. Por isso, acredito que todas as modalidades precisam buscar constantemente a evolução, investindo em boas ideias, organização e apresentações que despertem o interesse de quem está na arquibancada, ou seja, buscar a espetacularização e até depuração de tantas danças idênticas e desnecessárias.
A programação segue até o dia 5 de agosto, na Bola da Suframa, o Centro Cultural dos Povos da Amazônia. Depois será a vez dos bumbás de Manaus entrarem na arena do Sambódromo, nos dias 7 e 8 de agosto, encerrando mais uma edição de um dos maiores eventos culturais do nosso estado. Tenho certeza de que ainda teremos grandes emoções pela frente e espero que todas as agremiações aproveitem essa oportunidade para mostrar o melhor da nossa cultura, com respeito ao público e à tradição que faz do Festival Folclórico do Amazonas um patrimônio da identidade amazonense.
Fotos de Marcos Antonio.





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