O Festival que encanta, mas que também precisa evoluir
Tenho
acompanhado o 68º Festival Folclórico do Amazonas e, a cada noite, fica ainda
mais evidente a riqueza cultural que esse grande evento representa para o nosso
povo. São várias modalidades de danças folclóricas que passam pelo palco da
Bola da Suframa, hoje Centro Cultural dos Povos da Amazônia, mostrando talento,
dedicação e a diversidade das nossas tradições. Danças nordestinas, quadrilhas
de duelo, cacetinhos e quadrilhas cômicas têm dado um colorido todo especial ao
festival, conquistando o público com criatividade, alegria e espetáculos bem
planejados.
Quadrilha Cômica Folia e Fuleragem - Foto: Marcos Antonio
Na noite
desta segunda-feira, dia 27, por exemplo, as quadrilhas cômicas Folia e
Fuleragem e Kero e Klose mostraram como uma boa roteirização, aliada ao
compromisso de inovar sem perder a essência da brincadeira, faz toda a
diferença. O resultado foi um público envolvido do início ao fim, rindo,
aplaudindo e reconhecendo o esforço de quem realmente se preparou para
apresentar um espetáculo de qualidade, dignas do fomento feito nas condições de
estrutura do palco armado na arena, com iluminação cênica e sonorização de
qualidade.
Quadrilha Cômica Folia e Fuleragem - Foto: Marcos Antonio
Ao mesmo
tempo, também é impossível deixar de perceber que algumas modalidades ainda
deixam a desejar. Em certos momentos, falta capricho, criatividade e uma
preparação mais cuidadosa. Algumas apresentações acabam se tornando
repetitivas, cansativas e sem o impacto que um festival dessa grandeza merece.
Quem vai prestigiar o evento espera ser surpreendido, sentir emoção e sair com
a sensação de ter assistido a algo inesquecível. Quando isso não acontece, o
espetáculo perde força e o público sente essa diferença.
Quadrilha Cômica Folia e Fuleragem - Foto: Marcos Antonio
O
Festival Folclórico do Amazonas sempre foi um espaço para valorizar a cultura
popular, incentivar a criatividade e revelar o talento dos nossos artistas. Por
isso, acredito que todas as modalidades precisam buscar constantemente a
evolução, investindo em boas ideias, organização e apresentações que despertem
o interesse de quem está na arquibancada, ou seja, buscar a espetacularização e
até depuração de tantas danças idênticas e desnecessárias.
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